A melhor forma de prevenir a violência
sexual contra crianças e adolescentes é o conhecimento. Ensiná-los
o que é e o que se pode fazer diante de situações como essa, além
empoderador, contribui positivamente para a garantia de uma
infância cada vez mais protegida.
Hoje, data em que é comemorado o
Dia Mundial da Infância,
confira as dicas que a Childhood Brasil preparou para pais,
responsáveis e amigos iniciarem um diálogo sobre a autoproteção com
os meninos e as meninas de seus convívios.
Ensine sobre o assunto
Existem várias tipificações de violência contra crianças e
adolescentes, e o primeiro passo para a proteção é o conhecimento.
Dessa forma, para garantir que as vítimas ou testemunhas saibam
como agir diante de tal situação, uma das coisas que devemos
ensiná-los é a diferença entre abuso e exploração sexual –
considerando que ambos são manifestações de um conceito mais amplo,
chamado violência sexual.
Enquanto o abuso acontece quando uma criança ou adolescente é usado
para estimulação ou satisfação sexual de um adulto, a exploração
pressupõe uma relação de mercantilização, na qual o sexo é fruto de
uma troca, seja ela financeira, de favores ou presentes.
Saiba mais sobre os termos.
Tenha um diálogo aberto
Além do conhecimento, conversar abertamente sobre o assunto é
importantíssimo para educar a respeito da autoproteção.
O diálogo opera em duas frentes: tanto com os adultos ensinando que
crianças e adolescentes são donos de seus corpos e podem recusar
qualquer carinho quanto as próprias crianças se sentindo à vontade
em relatar situações que configuram casos de violência. Nessa
relação, a transparência é a chave para que essa troca ocorra
naturalmente.
Mantenha a atenção na internet
Como a internet faz parte do cotidiano e tornou-se ferramenta de
lazer, não podemos deixar de prevenir sobre os perigos existentes
por trás dos computadores e smartphones.
Nessas situações, é recomendado que os responsáveis acompanhem de
perto e orientem sobre os espaços seguros para frequentar. É muito
importante instruir as crianças e os adolescentes para não divulgar
nome, endereço, telefone, fotografias, escola e e-mail em locais
on-line, como salas de bate-papo e sites desconhecidos.
Para mais informações sobre como orientar as crianças e os
adolescentes a navegar com segurança na internet, faça o download
da nossa cartilha clicando
aqui.
Manter os olhos sempre abertos e denunciar em caso de suspeita de
qualquer violação de direitos contra crianças e adolescentes também
é importante. Disque 100, baixe o aplicativo Projeta Brasil ou
entre em contato com o conselho tutelar e a polícia da região.
Proteger a infância é papel de todos!